sábado, 25 de julho de 2009

Eco.

depois do silêncio...você sabe.
vem o estrondo.
e vem de dentro. vem das vezes que implodi.
dos monstros que engoli.
das catástrofes que não causei
por pensar duas ou três vezes, olhar os tacos e as bolas
e janelas
e as pessoas que esperavam pra ver o que eu faria
sabendo o que eu queria e temendo por isso.
e neguei a todos, pra sofrer sozinho.
acendi cigarros pra apagar incêndios internos.
observei o céu, pra ter noção de distância.
e desejei não me lembrar. triste isso.
e comecei a caminhar...pensava blues.
afundei no asfalto.
talvez tenha derrubado uma lágrima, que se dissolveu na poça.
e me odiei, tanto quanto te amei.
mas a noite seguia. apenas deslizei, ladeira acima.
me perdi de propósito, pra ignorar vestígios.
mas cada paralelepípedo me dizia que não poderia fugir.
sentei, chorei e ri.
não há fuga, não de ti.
ainda aqui. ainda...

2 comentários:

Herbert Didone disse...

Eco.
Que incrível este texto,Adorei!

jaqueline disse...

depois que li teu texto fui conferir teu signo. cancer... não me enganei.