quarta-feira, 11 de março de 2009

Summertime.

Tenho uma séria queda pela vida
Em múltiplos sentidos e
Matizes
Contornos
Contrastes

Sorrisos
Perspicácia
Inteligência
Tudo isso me atrai muito
Me faz querer correr um pouco de risco

A velha sensação de estar vivo
Você se lembra?

Sou dionisíaco e amante da noite e um pouco prolixo
Ultimamente, contemplativo, praticamente casto
Cumulus-Nimbus
Café e
Um silêncio devasso

Um pequeno caos
O meu Dharma obscuro, absurdo
Meu centro gravitacional por vezes se inverte
E vejo velhas coisas com novos olhos

Verdes
Roxos
Castanhos
Diferentes cores, nuances, texturas
Pensamentos antigos refletindo em ações futuras

Como se pudesse planejar
Como se fosse possível entender

Abstraio
Confundo
Questiono
Conquisto coisas sem querer às vezes
E perco outras por quere-las demais

O grande senso de humor do Universo
No budismo, samsara
Pra igreja, castigo
Pros pagãos, a natureza
Eu, costumo chamar de ironia

Enquanto isso, segue o grande baile da existência
Em essência, nossa eterna busca não passa de um acorde
Que vibra e sacode e se propaga, contribuindo
Para que tudo mantenha um certo ritmo
Algum compasso e sincronia, uma big band

Um big bang, o grande orgasmo divino
Devaneios displicentes
Obscenos
Incertos como o Destino
Certeiros como bala perdida

Sinceros como um tiro, esses rabiscos
É certo que menos destrutivos
Talvez mais doloridos
E menos tristes que aquele velho blues
Sobre o céu de verão

Branco e cinza
Sem Sol
Sem azul
Apenas luz, claridade fosca
Ofuscante

Sinto aromas distantes
No tempo
No espaço
Bem perto, me despertam
Lembram maresia e morangos

Tempestade iminente

Folhas verdes ao chão

'There ain't no cure, baby

For the summertime blues'.


*mais um dos velhos, mais um fim de verão.

3 comentários:

Colombina* disse...

já que a barra de chocolate acabou, posso me oferecer no lugar dela.

se vc quiser, é claro.

hahahahahahaha

Colombina* disse...

Agora!
já!

que tal?
rs

Colombina* disse...

vem quando quiser
sempre que puder.